A importância do envolvimento político

Cristãos envolvam-se na política! “Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. A noite está quase acabando; o dia logo vem. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos a armadura da luz.” Rom 13:12

 “Insisto intensamente em provar isto, que nem sempre é perceptível aos
homens, que mesmo um indivíduo do pior caráter; aquele que não é merecedor de
qualquer honra; se estiver investido de autoridade pública, recebe aquele poder
divino ilustre de sua justiça e julgamento que o Senhor, pela sua palavra,
derramou sobre os governantes; assim, no que diz respeito à obediência pública,
ele deve ser objeto da mesma honra e reverência que recebe o melhor dos reis” 

João Calvino

O cristão desempenha seu engajamento social e valoriza os direitos individuais mesmo que isso lhe gere prejuízo e sofrimento. As Escrituras consideram o ofício do regente civil na mais alta conta e, portanto, não resta ao cristão outra opção, se não a de obediência. Mesmos os governantes ímpios têm a cobertura soberana de Deus. Confira as passagens de Daniel 2.21; 37; 4.17; 20; 5.18-19 e Jeremias 27.5-8; 12.

Mas ele não faz isso por mera obediência, mas porque tem a percepção de que seu testemunho conclama o evangelho de libertação e um reino superior. Paulo ilustra essa realidade com a figura da noite e do dia, referindo-se a realidade de que a vinda de Cristo Jesus e o estabelecimento do Seu Reino está próxima. Por isso, a nossa omissão no contexto social ou a rebelião e desrespeitos aos direitos estabelecidos socialmente são consideradas obras das trevas.

Sua instrução aos leitores é que eles se vistam com a armadura do reino vindouro. 1 Pedro 2.13-17 diz: Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens… …Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.

O comprometimento do Cristão com o governo civil é antes o comprometimento com os valores do REINO de CRISTO. Os Governantes não podem comandar ações que contradigam a Palavra de Deus. Resistência a esses comandos não podem ser classificados de insubmissão, mas de demonstração de lealdade a Deus. Vemos isso na resistência de Daniel (6.22) e como a submissão do povo, sob Jeroboão, que os levou à adoração de bezerros de ouro (1 Re 12.28) é condenada em Oseias 5.11. Em 1 Cor 7.23 Paulo diz: “Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens”. O que segundo Calvino não devemos subjugar a liberdade recebida em Cristo às impiedades e desejos depravados dos homens.

Algumas questões para reflexão:

  • Diante desses princípios qual deveria ser a postura do cristão no período eleitoral, por exemplo?
  • O padrão bíblico deve ser imposto àqueles que não são cristãos? Exemplo: Qual deve ser a postura cristã diante da lei de união estável para pessoas do mesmo sexo?
  • O cristão pode participar protestos ou greves? Em quais situações?

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